1. O que é spam?
O termo spam, longe do mundo virtual, é, na
verdade, a marca de um presunto enlatado americano (www.spam.com), que não tem
relação com o envio de mensagens eletrônicas
não solicitadas, exceto pelo fato de que, na série de
filmes de comédia do Monty Python, alguns Vikings desajeitados
pediam repetidas vezes o referido presunto.
No ambiente da Internet, spam é considerado um
abuso e se refere ao envio de um grande volume de mensagens não
solicitadas, ou seja, o envio de mensagens indiscriminadamente a
vários usuários, sem que estes tenham requisitado tal
informação. O conteúdo do spam pode ser:
propaganda de produtos e serviços, pedido de
doações para obras assistenciais, correntes da sorte,
propostas de ganho de dinheiro fácil, boatos desacreditando o
serviço prestado por determinada empresa, dentre outros.
Discutiremos os tipos mais comuns de spam na próxima
seção.
Com certa freqüência, os e-mails de spam
são chamados de junk e-mails, ou seja, lixo. Seguindo
com a terminologia, quem envia spam é chamado de spammer.
A maneira mais formal de se referir a spam é
UBE, Unsolicited Bulk E-mail. Pode-se também usar o
termo UCE, Unsolicited Comercial E-mail, quando se trata de spam
contendo propaganda de modo geral.
2. Tipos de spam
Os tipos mais comuns de spam, considerando
conteúdo e propósito, são:
- Boatos e correntes
Os boatos e as correntes na Internet têm algo em comum: pedem
para serem enviados a todas as pessoas que você conhece. Tais
e-mails se apresentam com diversos tipos de conteúdo, sendo na
maioria das vezes histórias falsas ou antigas. Para atingir seus
objetivos de propagação, os boatos e correntes apelam
para diversos métodos de engenharia social.
Os boatos (hoaxes) são textos que contam
estórias alarmantes e falsas, que instigam o leitor a continuar
sua divulgação. Geralmente, o texto começa com
frases apelativas do tipo: "envie este e-mail a todos os seus
amigos...". Algumas classes comuns de boatos são os que
apelam para a necessidade que o ser humano possui de ajudar o
próximo. Como exemplos temos os casos de crianças com
doenças graves, o caso do roubo de rins, etc.
Outros tipos de boatos são aqueles que difamam empresas ou
produtos, prometem brindes ou ganho de dinheiro fácil.
Continuando com os exemplos, temos e-mails sobre a existência de
certa substância cancerígena em determinado produto, o
caso do e-mail que tratava da distribuição gratuita de
telefones celulares, de viagens gratuitas a Disneyworld, etc.
Ainda dentre os boatos mais comuns na rede, pode-se citar aqueles que
tratam de código malicioso, como vírus ou cavalos de
tróia. Neste caso, a mensagem sempre fala de vírus
poderosíssimos, capazes de destruir seu computador e assim por
diante. Um dos mais famosos é o Good Times, que circulou
pela rede durante anos e, de vez em quando, ainda aparece um
remanescente enviado por internautas desavisados. Para maiores
informações sobre boatos e vírus, consulte o site Computer
Virus Myths: http://www.Vmyths.com
No Brasil, os boatos mais recentes foram sobre o roubo da
Amazônia e a fiscalização de software em
aeroportos. Veja mais detalhes em www.spam.org.
As correntes, chain letters, são textos que
estimulam o leitor a enviar várias cópias a outras
pessoas, gerando um processo contínuo de
propagação. São muito semelhantes aos boatos, mas
o mecanismo usado para incentivar a propagação é
um pouco diferente, pois a maioria das correntes promete sorte e
riqueza aos que não as interrompem e anos de má sorte e
desgraça aos que se recusam a enviar N cópias do e-mail
para Y pessoas nas próximas X horas! Como exemplo temos a
corrente dos índios da sorte, dentre tantas outras.
O CIAC mantém um site sobre boatos e correntes em http://hoaxbusters.ciac.org.
- Propagandas
Os spams com o intuito de divulgar produtos,
serviços, novos sites, enfim, propaganda em geral,
têm ganho cada vez mais espaço nas caixas postais dos
internautas. Não é o objetivo deste artigo discutir a
legitimidade da propaganda por e-mail, mas sim discutir spam, e
muitas empresas tem usado este recurso para atingir os consumidores.
Isto sem contar a propaganda política que inundou as caixas
postais no último ano. Vale ressaltar que, seguindo o
próprio conceito de spam, se recebemos um e-mail que
não solicitamos, estamos sim sendo vítimas de spam,
mesmo que seja um e-mail de uma super-promoção que muito
nos interessa. O maior problema com a propaganda por spam
é que a Internet se mostra como um meio fértil para
divulgação de produtos, atinge um grande número de
pessoas e a baixo custo, sendo que na verdade, quem paga a conta
é quem recebe a propaganda, como discutido anteriormente.
- Outros: ameaças, brincadeiras, etc.
Alguns spams são enviados com o intuito de fazer
ameaças, brincadeiras de mau gosto ou apenas por
diversão. Ainda assim são considerados spam.
Casos de ex-namorados difamando ex-namoradas, e-mails forjados
assumindo identidade alheia e aqueles que dizem: "olá, estou
testando uma nova ferramenta spammer e por isto você está
recebendo este e-mail", constituem alguns exemplos. Vale lembrar
que não há legislação específica
para casos de spam. No entanto, pode-se enquadrar certos casos
nas leis vigentes no atual Código Penal Brasileiro, tais como:
calúnia e difamação, falsidade ideológica,
estelionato, etc.
3. Alguns artifícios usados pelos spammers
Muitos são os artifícios usados pelos spammers
para convencê-lo de ter recebido um e-mail válido e
não um spam, alguns dos mais usados são:
- One-time e-mails
Certas mensagens dizem que serão enviados somente uma vez e que
você não precisa se preocupar pois não será
importunado novamente. Trata-se de spam e é bem
provável que você receba outras cópias do mesmo
tipo de e-mail.
- "Caso não tenha interesse em continuar recebendo
este tipo de mensagem, por favor solicite sua retirada de nossa lista
de distribuição, enviando e-mail para remove-me-from-list@..."
Este é um dos artifícios mais freqüentes usados
atualmente. São os spams do tipo "remove me".
Não responda! Na verdade, ao responder você estará
confirmando a legitimidade de seu e-mail e este possivelmente
será inserido em malas direta de spammers pelo mundo
afora.
- "Se este assunto não lhe interessa, apenas delete
este e-mail (Just hit delete)"
Outra categoria de disfarces usados em spam são os que
pedem para serem removidos ou ignorados, caso não sejam de seu
interesse. Neste caso, antes de removê-lo, siga as
orientações da seção 6 deste artigo, ou
seja, reclame. Simplesmente deletar e não reclamar, ignorando o spam,
pode torná-lo conivente, pois o spammer
continuará atuando tranqüilamente.
- "Você se cadastrou em nosso site e, portanto,
está recebendo esta mensagem. Caso queira sair de nossa lista de
divulgação..."
Uma variação do tipo remove me. Alguns spams
se utilizam dos recursos válidos de cadastro on-line de
determinados sites para dar legitimidade ao e-mail. Novamente,
não responda e reclame.
- "Você foi indicado por um amigo e por isso estamos
contatando-o. Caso queira sair de nossa lista de
divulgação..."
Outra variação do tipo remove me... De fato, pode
ser que você tenha sido indicado por um amigo. Neste caso, um
amigo spammer ;-).
- "De acordo com a lei xxxx, este e-mail não pode
ser considerado spam..."
Uma das perguntas mais freqüentes sobre spam no ano
passado foi com relação a esta suposta lei citada no
final de vários spams. Não existe lei nem
decreto que regulamente spam! Para maiores detalhes, consulte http://www.spambr.org/congresso.html.
- "Consultamos sua home page, e sua empresa foi
selecionada para participar de ... Esperamos não ter importunado
com nosso contato..."
Decididamente, isto é spam.
Para todos os exemplos citados acima, siga os passos descritos
na seção 5 deste artigo para garantir
que providências sejam tomadas e que o spam não
caia no esquecimento: reclame e exija providências.
4. Prevenção
Não existe uma receita milagrosa capaz de solucionar
todos os problemas relacionados a spam. No entanto, alguns
cuidados devem ser tomados pelo administrador da rede, enquanto outros
devem ser tomados pelo usuário.
4.1 Recomendações ao administrador
Faz parte das atribuições do administrador da
rede tratar os casos de spam originados ou destinados a rede
sob sua responsabilidade. Assim, algumas recomendações
imprescindíveis são fazer a configuração
correta de seus servidores para não ser conivente com o envio de
spam; cuidar das configurações capazes de
reduzir o volume de spam recebido; educar os usuários
sobre como lidar com spam e não ser spammer;
etc, como discutidas abaixo.
- Relay
Um servidor de correio eletrônico atua como relay quando
ele processa um e-mail, sendo que nem o remetente, nem o
destinatário são usuários do servidor em
questão. Servidores de correio que permitem relay
já foram usados na Internet de maneira válida. No
entanto, atualmente, constituem uma ameaça na rede, pois
são usados pelos spammers para disparar seus junk
e-mails indiscriminadamente. O uso de servidores como relay
permite aos spammers aumentar o envio destes e-mails, driblar
filtros, despistar sua verdadeira identidade e sem pagar nada por isto!
As versões mais recentes do Sendmail são anti-relay.
Caso você utilize outro servidor de correio, pesquise como fechar
relays urgentemente.
O site http://www.abuse.net/relay.html
permite testar se seu servidor está com relay aberto.
- Filtros
Dentre as alternativas para filtrar e-mails indesejáveis, temos:
- A definição de blackhole lists no
SMTP server, como no Sendmail por exemplo. Com este recurso, o servidor
rejeita os e-mails originados de potenciais redes ou usuários spammers,
pré-definidos numa lista.
- Pode-se definir filtros no cliente de e-mail
também. Utilitários como o Eudora e o Pine, por exemplo,
possuem esta funcionalidade. Alguns administradores questionam o uso de
filtros na máquina do usuário final, argumentando que o spam
já atingiu parte de seu objetivo, pois já
desperdiçou recursos do servidor e banda do provedor. No
entanto, ainda assim é uma alternativa a se considerar.
O grande problema com a utilização de filtros é o
cuidado em não rejeitar e-mails válidos. Assim, use
filtros em casos específicos e com a devida
autorização da empresa. Imagine que, ao filtrar os
e-mails de um domínio reconhecidamente spammer, o
diretor geral da empresa deixou de receber e-mails de sua amante...
- Listas da ORBs e MAPS
Existem duas entidades na Internet que mantêm bases de dados de
servidores de e-mail que permitem relay: a ORBS (Open Relay
Behaviour-modification System, www.orbs.org)
e o MAPS (Mail Abuse Prevention System, http://www.mail-abuse.org).
Uma prática recomendada aos administradores é a
configuração de seus servidores de e-mail para rejeitar
e-mails originados das redes listadas nestas duas bases de dados. A
experiência tem demonstrado que o uso deste recurso reduz
significativamente os problemas com spam e mailbombing
através de spam/relay.
Para configuração do Sendmail neste caso, consulte: http://www.sendmail.org/tips/relaying.html
- Educação e conscientização
dos usuários
A educação continua sendo a melhor alternativa. Educar e
conscientizar os usuários de sua rede sobre como lidar com spam:
como reclamar, a quem recorrer, como não colaborar com spam
na rede, por que não enviar spam, etc. As principais
recomendações ao usuário estão comentadas
na seção 5.2.
- Spam e Políticas de segurança
As políticas de uso aceitável de sua rede, AUPs, devem
ter normas claramente definidas para casos de spam, para que se
tenha como advertir e até punir o usuário que não
seguir as regras estabelecidas. Tais políticas devem prever
desde advertências em caso de mau uso da conta de e-mail,
até o cancelamento da mesma em casos recorrentes de spam
enviados pelo mesmo usuário, por exemplo.
- RFC 2142: abuse@domínio,
postmaster@domínio,
etc...
O RFC 2142, Mailbox Names for Common Services, Roles and Functions,
recomenda os aliases básicos necessários para
garantir a comunicação entre as inúmeras redes na
Internet. Os principais aliases recomendados, relacionados com
incidentes de segurança e abusos na rede são: abuse@domínio,
security@domínio, postmaster@dominío e
hostmaster@domínio. Todo bom administrador deve ter
implementado os aliases mencionados, ler e responder as
notificações recebidas através deles.
- Envio de reclamações
Enviar reclamações, exigindo providências aos
responsáveis pelo spam ou por uso de relay
é, principalmente, tarefa do administrador. A seção
6 trata justamente de como reclamar.
4.2 Recomendações ao
usuário
O número de usuários na Internet cresce
assustadoramente a cada minuto, sendo que muitos estão
aprendendo a viver ou sobreviver nesta "aldeia global". Assim, cabe ao
administrador de rede conscientizar seus usuários sobre regras,
dicas e cuidados que devem ser seguidos para melhor conviver no mundo
virtual. Como agir diante do recebimento de spam, como
não incentivar o surgimento de spam, ou ainda, cuidados
para não se tornar um spammer, devem fazer parte deste
treinamento dos usuários.
A seguir, são listados alguns conselhos básicos
aos usuários:
- Siga a Netiqueta
Embora a filosofia da Internet seja um tanto quanto anárquica,
existem algumas regras básicas de bom comportamento na rede.
Algo como as regras de boa educação para viver em
sociedade: "por favor", "obrigado", "com licenç", "não
gritar" e assim por diante. O RFC 1855, que trata da Netiqueta, pode
parecer antigo por ser de 1995, mas ainda é muito adequado,
principalmente com relação a comunicação
por e-mail e WWW. Aos que não conhecem a Netiqueta, consulte a Netiquette
Home Page em http://wise.fau.edu/netiquette/netiquette.html.
- Não repasse boatos ou correntes
Verifique sempre a veracidade de uma determinada mensagem antes de
repassá-la. Na dúvida, não repasse. Existem casos
de funcionários demitidos por justa causa e processados por
repassarem boatos.
Quando decidir repassar mensagens deste tipo, mesmo após
certificar-se da veracidade da mesma, restrinja ao máximo os
destinatários e pense sempre se seus amigos estariam realmente
interessados em receber tal informação: cuidado para
não se transformar num spammer.
A regra básica é: fuja das correntes e fique atento aos
boatos!
- Não caia em "contos do vigário": remove
me..., just delete..., etc.
Fique atento ao conteúdo dos spams recebidos e
não seja ingênuo, não caia nos artifícios
usados pelos spammers, como exemplificado na
seção 4 deste artigo.
- Nunca responda para um spammer, nem se envolva
em discussões com o mesmo. Isto gera mais spam!
Ao receber um spam, entre em contato com os administradores de
sua rede ou, se preferir reclamar diretamente, faça-o
endereçando a notificação aos administradores da
rede origem do spam, como mostrado na
seção 5. Não responda ou tente reclamar
diretamente ao spammer, caso seja possível
identificá-lo no e-mail. Agindo desta maneira, você
estará se envolvendo em discussões que não
solucionarão o problema, podendo inclusive aumentá-lo.
Afinal um spammer convicto poderá gerar algum esquema de
retaliação que só fará piorar a
situação.
- Não tente revidar, atacando o spammer:
este tipo de retaliação não funciona.
A idéia de "olho por olho, dente por dente" não se aplica
neste contexto. Não tente revidar a perturbação ou
até mesmo o ataque recebido de um spammer. Este tipo de
atitude não é ética, não é
recomendável e não vai resolver o problema. Se você
decidir retaliar um spam, usando o mesmo método,
lembre-se que estará se tornando um spammer. Além
disto, existem várias maneiras de se forjar um e-mail de spam
e, portanto, você está arriscado a retaliar o
domínio errado. Finalmente, a retaliação
estará atraindo mais atenção e publicidade para o spammer:
tudo o que ele mais queria!
- Cuidados de higiene com seu(s) e-mail(s)
Evite se cadastrar em sites que prometem não divulgar
seus dados. Evite se cadastrar em vários sites e listas
de divulgação de atualizações de
informação, etc. Caso sua postura pessoal seja de um
internauta ávido por informações e que gosta de
receber malas diretas, divulgação de sites, etc,
então, uma prática recomendada e muito utilizada é
manter contas de e-mail separadas para seus interesses pessoais, fora
do ambiente do trabalho, isto pode não solucionar o problema,
mas ajuda a minimizá-lo. Tenho amigos que dizem: "Ah! Nas minhas
navegações pela rede, só uso a minha conta
<fulano@provedor_X>: ela é para os spams!"
- Filtros
Alguns programas clientes de e-mail apresentam funcionalidades que
permitem filtrar e-mails de spam. Novamente, tais
funcionalidades não resolvem todos os problemas, mas podem
driblar um pouco a questão, diminuindo o volume de junk
e-mails em sua caixa postal. Lembre-se sempre de relatar ao
administrador de sua rede o recebimento de spams, ele
poderá incrementar a política de defesa contra spam
da rede como um todo.
5. Como agir diante de um spam?
O mandamento básico é reclamar. Não se
deve ignorar o recebimento de spam, pois isto encoraja cada vez
mais este tipo de prática.
Em se tratando do usuário final, recomenda-se
contatar o administrador de sua rede, notificando o spam,
enviando o e-mail recebido com o header completo. Caso o
usuário final decida reclamar ele próprio, então
deve seguir as orientações abaixo.
Com relação ao administrador de rede,
é responsabilidade deste reclamar dos spams
recebidos pelos usuários, assim como tomar providências em
caso de uso de seu servidor de e-mail como relay ou ainda, em
casos de spams enviados por usuários de sua rede.
Para reclamar de um spam recebido, deve-se:
- Enviar a notificação ao administrador ou
contato técnico pela rede origem do spam; nunca
diretamente ao spammer! A notificação deve ser
enviada também para abuse@dominio_spammer e para os
grupos de segurança responsáveis pelas redes
vítima e spammer;
- Anexar à reclamação, o header
completo do e-mail de spam. O header é a
peça principal a ser investigada num spam, analise-o
cuidadosamente, identificando a rede origem e eventuais servidores
usados como relay. Esta é a parte mais complicada, pois
o header de spam não é confiável e
pode ter sido forjado em vários níveis. Algumas dicas
sobre análise de header:
- Desconfie dos campos FROM: e TO:. Eles podem conter
usuários inválidos, domínios inválidos ou
"spoofados", isto é, os domínios usados no FROM: e no TO:
podem ser inexistentes, ou ainda não serem, de fato, a origem do
spam. Este recurso é usado para confundir e
distrair a atenção do administrador ao tentar identificar
a origem do spam, ou em outros casos para difamar o
domínio "spoofado";
- Examine todos os números IP e domínios
que aparecem no header, tente resolvê-los pelo DNS;
- Estude, detalhadamente. Se conhecer a sintaxe dos headers
gerados, maiores serão as chances de sucesso no processo de
análise de headers de spam;
- Cuidado com ferramentas de análise
automática de headers, elas podem gerar resultados
falsos e originar reclamações incoerentes.
- Anexar à reclamação, o conteúdo
da mensagem de spam, somente se incluir
informações relevantes para uma eventual
investigação;
- Em caso de uso de relay, deve-se copiar a
reclamação para o administrador ou contato técnico
pela rede que hospeda o servidor usado como relay, para abuse@domínio_relay
e para o grupo de segurança responsável pela rede em
questão;
- Opcionalmente, pode-se encaminhar a
reclamação com cópia para o MAPS através do
e-mail relays@mail-abuse.org, incluindo, no corpo da mensagem,
a diretiva: Relay:<IP-do-servidor-com-relay>, este
procedimento é um tipo de denúncia automática.
Se o administrador receber denúncias de spam
partindo de sua rede, as recomendações são:
- Identificar o usuário que enviou o spam;
- Advertir ou punir o usuário spammer de
acordo com as AUPs;
- Responder ao reclamante.
Por outro lado, caso a notificação seja de uso
do servidor de e-mail como relay, o administrador deve
tomar as providências para corrigir o problema o mais
rápido possível, sob pena de ser conivente com o envio de
spam, enquanto não solucionar a questão e
responder aos reclamantes. No caso de notificação
recebida da ORBs, é necessário ainda solicitar a
remoção do número IP do servidor da base mantida
pela entidade.
6. Conclusão
O volume de spam na Internet tem aumentado
assustadoramente, e isto tem preocupado usuários e
administradores. O repúdio ao spam na rede não
surge gratuitamente, mas sim graças a fatores como: a
perturbação, chateação e mau humor das
vítimas; o prejuízo causado com o desperdício de
recursos que vão, desde o tempo gasto pelos milhões de
internautas em limpar suas caixas postais todos os dias, até o
tempo gasto pelos administradores, grupos de combate ao spam e
grupos de segurança em tentar de alguma maneira coibir tal ato,
culminando no desperdício e até degradação
de desempenho de servidores e da rede.
Aos leitores que se interessam pelo tema, recomenda-se
consultar os sites de entidades reconhecidas pelo combate ao spam:
ORBS, MAPS, CAUCE, CAUBE, SpamCop, Abuse.net e Movimento Brasileiro de
Combate ao spam.
É difícil encarar com otimismo o panorama
apresentado na Internet hoje com relação ao problema de spam.
Para diminuir o problema cabe a cada um colaborar: não se
omitindo, não sendo conivente, reclamando, exigindo
providências, se prevenindo para evitar que os spams
invadam definitivamente sua caixa postal e a Internet de modo geral.

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