ISO 17799
Prefácio
A
ISO (International Organization for Standardization) e a IEC
(International Electrotechnical Commission) formam o sistema
especializado para padronização mundial. Entidades
nacionais que são membros da ISO ou IEC participam do
desenvolvimento de Padrões Internacionais através de
comitês técnicos estabelecidos pela respectiva
organização para lidar com campos específicos de
atividade técnica. Os comitês técnicos da ISO e
da IEC colaboram em campos de interesse mútuo. Outras
organizações internacionais, governamentais e
não-governamentais, em associação com a ISO e a
IEC, também participam dos trabalhos.
Os
Padrões Internacionais são esboçados de acordo
com as regras estabelecidas nas Diretivas ISO/IEC, Parte 3.
No
campo da tecnologia da informação, a ISO e a IEC
estabeleceram um comitê técnico conjunto, ISO/IEC JTC 1.
Rascunhos dos Padrões Internacionais adotados pelo comitê
técnico conjunto são circulados nos órgãos
nacionais para votação. A publicação como
um Padrão Internacional exige a aprovação de
pelo menos 75% dos órgãos nacionais votantes.
Chamamos
a atenção para a possibilidade de que alguns dos
elementos deste Padrão Internacional podem estar sujeitos a
direitos de patente. A ISO e a IEC não serão
consideradas responsáveis pela identificação de
todos ou quaisquer destes direitos de patente.
O
Padrão Internacional ISO/IEC 17799 foi preparado pelo British
Standards Institution (como BS 7799) e foi adotado, através de
um procedimento especial de “regime de urgência”, pelo
Comitê Técnico Conjunto ISO/IEC JTC 1, Tecnologia da
Informação, em paralelo à sua
aprovação
pelos órgãos nacionais da ISO e da IEC.
Por que é necessária a
segurança
de informações
As
informações e os processos, sistemas e redes que lhes
dão suporte são ativos importantes para os
negócios.
A confidencialidade, a integridade e a disponibilidade das
informações podem ser essenciais para manter a
competitividade, o fluxo de caixa, a rentabilidade, o atendimento
à
legislação e a imagem comercial.
Cada
vez mais, as organizações e seus sistemas de
informação
e redes enfrentam ameaças de segurança vindas das mais
diversas fontes, incluindo fraudes através de computadores,
espionagem, sabotagem, vandalismo, incêndio ou enchentes.
Fontes de prejuízos tais como vírus de computador, hackers e
ataques de negação de
serviços
têm se tornado mais comuns, mais ambiciosos e cada vez mais
sofisticados.
Devido
à dependência de sistemas e serviços de
informação, as organizações estão
mais vulneráveis às ameaças contra a
segurança.
A interconexão de redes públicas e privadas e o
compartilhamento de recursos de informação aumentam a
dificuldade de se conseguir controle de acesso. A tendência ao
processamento distribuído vem enfraquecendo a efetividade do
controle central especializado.
Muitos
sistemas de informação não foram projetados para
serem seguros. A segurança que pode ser obtida através
de meios técnicos é limitada, e deveria ser apoiada por
procedimentos e gestão adequados. Identificar quais controles
devem ser implementados exige um planejamento cuidadoso e
atenção
aos detalhes. A gestão da segurança de
informações
precisa, no mínimo, da participação de todos os
empregados da organização. Também pode exigir a
participação de fornecedores, clientes ou acionistas.
Consultoria especializada de organizações externas
também pode ser necessária.
Os
controles para segurança das informações
são
consideravelmente mais baratos e mais eficazes se incorporados no
estágio de especificação de necessidades e
projeto.

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